
A emigração levou muita gente que mais tarde passou a aparecer para construir casas novas ou para comprar na loja de António jarros, garrafas de vinho, bonecos. "Levavam para dar aos patrões. Agora já não levam nada", comenta sempre bem disposto. "Isto foi morrendo. Hoje Mogadouro cresceu, Mirandela era umas ruelas junto à parte velha e agora é uma cidade. Isto aqui parou".
Só não pararam as mãos de António Poço que passou a trabalhar em madeira espingardas, chegas de bois, cenas de caça, carros de bois e até...a imagem da Torre, ex-libris da vila. "Não paro, hoje à noite tenho de mexer naquela peça ali, precisa de realçar as figuras, não estou satisfeito com ela..."
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