DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO) QUE ATRAVESSOU PORTUGAL A PÉ ENTRE FEVEREIRO DE 2008 E NOVEMBRO DE 2010. O BLOG INCLUI TODAS AS CRÓNICAS PUBLICADAS NA REVISTA "ÚNICA" EM 2008, BEM COMO AS QUE SÃO PUBLICADAS SEMANALMENTE NO SITE CAFÉ PORTUGAL. (Travel diaries of Nuno Ferreira, a portuguese journalist who crossed Portugal on foot from February 2008 to November 2010. contact: nunoferreira62@gmail.com ou nunocountry@gmail.com
19/04/10
SALGUEIROS
18/04/10
MOIMENTA DA RAIA, FEIRA FRANCA, 25 DE ABRIL DE 2010





TOURADA LUSO-ESPANHOLA







TI FERNANDO, EX-CONTRABANDISTA E EX-PASSADOR DE CASARES(VINHAIS)
Encontrei o Ti Fernando de Casares, aldeia vizinha de Moimenta da Raia, na Feira e foi absolutamente inescapável e imperdível não ouvir as suas histórias do contrabando, embora com o som de fundo da praça de touros improvisada junto ao "chegódromo" (o local onde fazem as chegas de bois).
Ti Fernando fala sem pejo da realidade daquele tempo, de quando colocavam pedras no rabo dos burros para eles passarem sem fazer barulho ou de quando (imagine-se) punham aguardente nos ouvidos dos porcos para eles não chiarem no caminho. Passava fardos de 40 a 50 quilos entre o caír da noite e o raiar da aurora, tabaco, bacalhau, burros, porcos, cobre, numa época em que grande parte da população se dedicava ao contrabando.
16/04/10
MOIMENTA DA RAIA, FINALMENTE
Cheguei a Moimenta da Raia em mau estado. Primeiro, substituíra os ténis com que caminhara desde Sagres (é verdade) por uns duros e pouco amigos dos meus pés carentes. Ao saír do shopping em Bragança, torci o pé. Comprei um pé elástico. As coisas foram bem até Mofreita quando comecei a subir a solitária estrada para Moimenta, quase mais em Espanha do que em Portugal, Hermeses mais os seus telhados em lousa preta encaixada entre serranias ao fundo. A partir daí, começou a doer-me terrívelmente o calcanhar direito e nasceram bolhas num pé e no outro, o que me fez coxear o resto do caminho até Moimenta. Quando já via a terra prometida, ainda tive de descer, contornar o Rio Tuela e voltar a subir. Mas valeu a pena. Vi, pela primeira vez em muito tempo, uma escola com crianças.
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