DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO) QUE ATRAVESSOU PORTUGAL A PÉ ENTRE FEVEREIRO DE 2008 E NOVEMBRO DE 2010. O BLOG INCLUI TODAS AS CRÓNICAS PUBLICADAS NA REVISTA "ÚNICA" EM 2008, BEM COMO AS QUE SÃO PUBLICADAS SEMANALMENTE NO SITE CAFÉ PORTUGAL. (Travel diaries of Nuno Ferreira, a portuguese journalist who crossed Portugal on foot from February 2008 to November 2010. contact: nunoferreira62@gmail.com ou nunocountry@gmail.com

30/04/10

ENTRE CHAVES E SOUTELINHO DA RAIA

 
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O MEU "AGENTE" EM CHAVES

 
Estava eu por alturas de Vimioso quando recebi uma mensagem através do Facebook: "Cá te esperamos!" Era assinada por Simão Martinho, que mais tarde soube cameraman na RTP e que tomou logo a providência especialíssima de propor uma peça sobre o Portugal A Pé à RTP em Bragança. Quando agradeci a delicadeza, limitou-se a dizer: "Ainda não viste nada. Apita quando chegares à zona de Chaves". Em Chaves, território do "Paco", só não mobilizou o Papa porque este vai a Fátima, Lisboa e Porto e não passa na veiga do Tâmega. Organizou uma tertúlia muito animada e super informal no Café Grão Bago, a um passo da ponte romana. Ligava aos colegas de profissão a mobilizá-los quase sempre da seguinte forma: "Tens de lá ir, ouvir as histórias do Nuno Ferreira...Quem é o Nuno Ferreira? Não sabes quem é o Nuno Ferreira? O homem que anda a atravessar o país a pé? Vá, anda lá...vais gostar..." Ligou a televisões, rádios e jornais, arranjou-me dormida e alimentação e é o responsável pelo tratamento vip que recebi à chegada ao Barroso. Só não gostou daquela foto com a legenda "Em Chaves" e um refrigerante na mesa: "Eles pagam-te alguma coisa para pores lá aquela porcaria?" Fazes favor colocas no blog uma mesa com presunto, pão e vinho de Chaves!
Grande "Paco", abraço a todos aí em casa.
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EM CHAVES

 
CORTESIA CAFÉ GRÃO BAGO
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Agradecimentos especiais em Chaves ao Simão Martinho, "Paco", a todos os que apareceram na tertúlia da passada quinta-feira no Café Grão Bago, ao Hotel Petrus e ao Restaurante Pátio do Imperador.

26/04/10

ABRIL DE 2010

 
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Quando em Torre de Moncorvo, um dos irmãos Girão, criadores do jornal local "Sabor a Ferro" e acérrimos defensores de Trás-os-Montes e de Moncorvo aconselharam-me a não perder as águas e os lameiros do Sabor por alturas de Remondes, Lagoa e Morais. Daí que tenha seguido de Carviçais, onde num dia de chuva aterrei na posta mirandesa do "Artur", tenha avançado por território semi-deserto das aldeias a sul de Mogadouro e dali tenha invertido para onde me tinham indicado. Não me arrependi. O Sabor, em Fevereiro, tem a personalidade e a correnteza de um verdadeiro rio transmontano, como mais tarde constataria junto ao Maçãs, já constatara ao calcorrear a linha do Tua ou acabei de constatar junto ao Tuela.
Chegado a Macedo de Cavaleiros, ainda sob o frio cinzento de Fevereiro, assisti à recriação de um carnaval que já foi genuíno, o de Podence e que ganhou nos últimos 20 anos uma dimensão nova, com o atrair de muitos forasteiros e de turistas à aldeia. Corria um vento gelado das bandas do Azibo que enregelava as faces desprotegidas dos de fora e afugentava os locais, já habituados ao ritual dos chocalhos atrás das moças. Por momentos, caíram farrapos de neve enquanto o céu baixava cinzento até cobrir o mundo verde à volta de uma opressiva depressão invernal que só terminou quando entrei num café aquecido, vigas em madeira e vi jarros de vinho, queijo, presunto, sob uma mesa de foliões junto a uma lareira.
Por essa altura, tinha planeado seguir pela Serra da Nogueira em direcção de Bragança mas em boa altura consultei na net o rol de associações de gaiteiros e pauliteiros de Miranda e decidi "atacar" o planalto. As bandas de Vimioso foram das mais solitárias e tristes que encontrei na viagem, território que em tempos serviu de refúgio a judeus perseguidos pela Inquisição, que mais tarde foi esvaziado pela emigração e hoje apresenta mais casas do que habitantes em muitas aldeias.

TRAJECTO 2009/2010

 
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2008/2009/2010

 
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2008

 
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ALGARVE/ ALENTEJO 2008

 
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"PASSÁVAMOS POR AQUELA SERRA ALI"



 
António Lopes, ex-contrabandista de Águas Frias
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CARRINHA DA MERCEARIA CHEGA A ÁGUAS FRIAS

 
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N 103 A CAMINHO DE CHAVES

 
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LEBUÇÃO

 
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LEBUÇÃO

 
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TRONCO

 
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A CAMINHO DE CHAVES

 
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A luz do Sol varre lá embaixo no vale os quadriculares de terra verde e terra castanha. Tons amarelos irrompem entre riscos sinuosos que denunciam os muros de pedra antigos. Como em quase todas as aldeias aqui, vejo um núcleo antigo de casas de pedra e as vivendas novas na periferia, a maioria construídas por migrantes e emigrantes. A luz solar lambe o vale, trepa a encosta, insurge-se entre o algodão cinzento no céu e aquece-me a face. Digo adeus, por momentos, à solidão fria da estrada.

BOUÇOÃES NA N103

 
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A PRIMAVERA TARDIA DE 2010

 
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REBORDELO-CHAVES

 
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