DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO) QUE ATRAVESSOU PORTUGAL A PÉ ENTRE FEVEREIRO DE 2008 E NOVEMBRO DE 2010. O BLOG INCLUI TODAS AS CRÓNICAS PUBLICADAS NA REVISTA "ÚNICA" EM 2008, BEM COMO AS QUE SÃO PUBLICADAS SEMANALMENTE NO SITE CAFÉ PORTUGAL. (Travel diaries of Nuno Ferreira, a portuguese journalist who crossed Portugal on foot from February 2008 to November 2010. contact: nunoferreira62@gmail.com ou nunocountry@gmail.com

19/03/09

 
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Zé Murta e António da Silva no comando das operações.

ZÉ MURTA

 
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HOMENS E MULHERES

 
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18/03/09

FURADOURO-OVAR

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Desde a região de Vagos, com uma forte tradição de emigração para a Venezuela, que tenho vindo a ver este tipo de casas com muitos azulejos e metal dourado nos varandins. A maior concentração deste tipo de casas, no entanto, dá-se na Murtosa, onde a emigração para a Venezuela se junta à dos Estados Unidos.

PRAIA DO FURADOURO

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PRAIA DO FURADOURO

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PRAIA DO FURADOURO

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PERDIDO NA MATA DAS DUNAS ENTRE TORRÃO DO LAMEIRO E O FURADOURO

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Ia a percorrer a estrada entre a Praia da Torreira e o Furadouro quando, em plena hora de almoço, avistei uma placa aliciante: Casa das Enguias. Uma senhora muito simpática explicou que teria de esperar uns 45 minutos. Esperei, a ria ao sol, os barcos a passar ali à frente aproveitando o súbito acesso de primavera em Março. No final, entrei por Torrão do Lameiro adentro, ainda avistei um funeral que me fez tirar o boné e enfiei por um caminho nas dunas suficientemente largo para me convencer que ia direitinho ao mar. Para mais, existiam ali marcas de carros ou jeeps. Lá fui, o bruá das ondas cada vez mais perto. Para mal dos meus pecados, fui dar a uma clareira e a partir dessa clareira "inventei" uns dois ou três possíveis trilhos.
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Dei por mim entre as acácias e a ramagem seca dos pinheiros mansos. Lá estava eu, em plena mata das dunas, um emaranhado de troncos e ramos, a tentar alcançar o mar sem uma faca de mato. Peguei num pedaço de madeira e fui batendo com toda a força para partir os galhos. De vez em quando via luz mais à frente e pensava estar finalmente a alcançar o caminho inicial. Andei naquilo umas duas horas. Rastejei por baixo de troncos partidos, tive de passar a mochila em zonas onde nem as acácias nem os pinheiros me permitiam passar. Por vezes, deitava-me e pensava se não teria de dormir ali. O som do mar vinha do lado esquerdo e mantive sempre a vontade de o atingir partindo os novos galhos e troncos que me apareciam pela frente. Quando o caminho original me apareceu, apeteceu-me dar pulos de alegria. Ao longe, a norte, avistei uns prédios. Só pode ser o Furadouro, pensei. Verdade. Ao fim de mais uma hora, pedaços de acácia na cabeça, alcancei o mar batido e escavado do Furadouro, as águas a bater num pontão junto aos primeiros prédios. Quem manda construir em cima das dunas?

TORRÃO DO LAMEIRO

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DOCA PRIVADA

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HÁ BICHA E HÁ CAZULO

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TORREIRA-TORRÃO DO LAMEIRO

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RIA

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TORREIRA

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TORREIRA

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PARTIDA PARA A PESCA NA RIA

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TORREIRA

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PESCADOR DE LAMPREIA

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VIVER É LUTAR

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TORREIRA

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TORREIRA

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O S.PAIO FICOU EM TERRA

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TORREIRA

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DUNAS DE SÃO JACINTO

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NEM UM PASSARITO

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RESERVA NATURAL DAS DUNAS DE SÃO JACINTO

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FERRY-BOAT PARA SÃO JACINTO

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FERRY-BOAT PARA SÃO JACINTO

NA BARRA

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15/03/09

NA BEIRA LITORAL

Top
Obra do pintor, sedeado no Luso, Luis Filipe Durães (luis.filipe.duraes@gmail.com)

No topo da desprezada Mata do Bussaco, na Cruz Alta, erguida pelos Carmelitas Descalços e abandonada pelos profanos, a vista alcança as terras baixas e lá longe, a uma distância de uns 50 quilómetros, a linha azul do mar. Um grupo de crianças de uma escola básica de Febres, Cantanhede, e a sua algazarra, encheram de vida, por breves momentos, as escadas da Cruz.O motorista da excursão explicou às professoras onde ficava Febres, as crianças mal espreitaram porque o medo de que lhes pudesse acontecer qualquer percalço era muito por parte das educadoras e lá partiram para a segurança dos jardins do Palace Hotel. De resto, visitantes na mata eram muito poucos. Um casal estrangeiro e as crianças espreitavam para as imagens há muito vandalizadas da Via Sacra. Não sei se por se quedarem na sombra de árvores centenárias e rodeadas de musgo, as capelas e ermidas da Via Sacra, Pretório incluído, estão ao abandono, alguns feridos com inscrições, uma, a Ermida de São José, ainda com marcas de uma fogueira. Desci pela Fonte Fria e Vale dos Fetos, parei nas termas e encontrei o Luís Durães, alguém que conhecera há uns 30 anos durante os três meses de férias que passava no Luso. "Então, o que é que fazes? Jornalista? Então, olha, eu sou pintor, toma uma coisa para ti". Só mais tarde lhe expliquei que andava a percorrer Portugal a pé. Ele há coincidências do caraças. Portugal visto pelo artista plástico Luís Filipe Durães.
nuno 028
Cruz Alta, Bussaco, Março de 2009

GAFANHA DA NAZARÉ

 
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Ido da Barra, a caminho da Casa Zé Zé, na Gafanha da Nazaré para comer uma valente caldeirada de enguias à moda de Aveiro, plena de açafrão das Indias

PRAIA DA BARRA, 13 DE MARÇO DE 2009

 
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Vinte e quatro graus em Março levou os mais afoitos à Praia da Barra. O para-vento é um must a norte do Mondego.

PRAIA DA BARRA

 
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Era aqui perto que passava antigamente a defunta e periclitante ponte de madeira que ligava a Praia da Barra à Gafanha da Nazaré.
 
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